quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Objetivo: Travessia das Sete Quedas

Depois de um longo recesso devido principalmente a falta de viagens, aí vai meu relato sobre minha passagem pela Chapada dos Veadeiros.
Precisava de uns dias de descanso e resolvi aceitar o convite de uma amiga (Evie Negro) para conhecer um pouco de Brasília e a maravilhosa Chapada dos Veadeiros. 
Para isso tentei me preparar fisicamente, com algumas caminhadas e passeios de bike no calçadão, lógico que devido a minha falta de tempo esse preparo foi um tanto relapso. Mas como dizem: músculo tem memória e fiz com que ele se lembrasse de como se trabalha.
Mochilas em frente ap Congresso Nacional, como pesam!
Cheguei em Brasilia no dia  26/09 e fiz uma visita monitorada pelo Itamaraty, pois é, foi o lugar que consegui para deixar minhas mochilas enquanto esperava a Evie sair do trabalho, estranho né? Ainda bem que não me viram como uma terrorista. Bom, mas caso alguém queira conhecer o local tem que reservar a visita pelo telefone (61)2030-8051. 
Vista do Congresso com o Itamaraty
Dia seguinte não queria fazer passeios cívicos, por isso resolvi aceitar o convite de uma outra amiga (Viviane) para fazer um passeio no Parque da Cidade, bah tchê, bem no dia do gaúcho, ela se sentindo como tal, me fez andar 10km! Ufa, passei no teste, mas ganhei uma bolha no pé.
A noite nosso destino era a tão sonhada Chapada dos Veadeiros. Acordamos um pouco tarde no sábado, tomamos nosso café, muito bem servido no Hostel Casa da Sucupira (61) 9959-6533 (pernoite com café da manhã - R$40,00), pegamos nossas mochilas que foram arrumadas com o devido planejamento para a Travessia das Sete Quedas (23km em dois dias). Para evitar peso desnecessário, pouca roupa, no máximo 2 mudas de roupa e uma blusa de frio para a noite, saco de dormir, barraca, isolante térmico, protetor solar, algumas fatias de pão e queijo, barrinhas de cereal para comer na trilha, capelete - encontramos um que não precisa de geladeira, e um sachê de sopa pronta para engrossar o capelete. Ok, o biquini já estava no corpo e levamos também alguns itens de higiene pessoal e tolha de secagem rápida (quase desnecessária - devida a pouca umidade e ao grande calor dia e noite) e água.
Iniciamos a trilha às 10:10 com muita empolgação

Após cerca de 4 quilômetros de caminhada e muito sol torrando, o som de uma cachoeira veio a calhar, encontramos a entrada para o Cânion I, que estava com uma placa de proibido, mas que devido ao calor e ao folheto entregue pelo Parque, ignoramos e foi perfeito! Além de uma boa oportunidade para completar as garrafas de água, utilizamos a técnica de hidratação por osmose.
Cânion I
Continuamos nossa caminhada por mais 4 quilômetros até o local para realizar a travessia do rio. Vale ressaltar que era o final da época de seca, portanto, onde deveria correr alguns riachos, não havia nem rastro de água, apenas pontes e pedras sobre terra seca. Devido a vegetação característica do cerrado, campos rupestres e veredas, as sombras também eram bem escassas.
Evie fazendo pose, hehe ela vai me matar por esta postagem!
Finalmente chegamos ao local da travessia do Rio Preto e eu já estava acabada! Ao chegar lá a Fernanda, Camila e o Ronald, que também estavam realizando a mesma trilha, já estava dando início aos preparativos do almoço, que eles compartilharam conosco. Não sou de comer beterraba, mas eles fizeram uma salada que ficou super light e refrescante, com direito a beterraba e cenoura raladas na hora e outras outras coisinhas mais. Depois ficamos na dúvida se eles eram mesmo tão solidários ou se o interesse era esvaziar a mochila deles, que coitados estavam LOTADAS!
Travessia do Rio Preto
Ronald e sua máscara!
Reiniciamos a caminhada por volta de 15h, daí em diante tudo doía e incomodava, era o pé, joelho, mochila, lombar, até a alça do biquini. Acho que nunca andei tanto num único dia! Preenchemos as garrafas com água e seguimos a trilha por mais 8 quilômetros até o camping.
mulherada animada: Fernanda, Luana, Evie e Camila

Sol se pondo: Fernanda, Ronald e Camila, turma animada!
Chegamos ao camping com os últimos raios de sol, montamos as barracas, para depois tomar um esplêndido banho a luz de velas e lanternas no Rio Preto. Foi mágico, a água estava quente e o banho foi relaxante e com muitas risadas. Depois de tanto "trilhar" e estarmos cheirosos era hora de satisfazer a fome. 
Enquanto a Evie preparava o capelete, a Fernanda preparava a entrada com linguiça frita, e pão com chancliche, chick demais! O prato principal foi um arroz carreteiro com carne seca preparado pela Fernanda e Ronald. O jantar coletivo foi regado a vinho, alegria, muita história e banhado pela bela lua cheia que nos iluminava. 

Pela cara da Evie dá para perceber que o capelete ficou muito bom
Camila e eu só provando as comidinhas

Casal fera nos rangos

Tivemos o cuidado de limpar toda a área, pendurar os restos de comida em árvores distantes para não atrair animais de hábitos noturnos, principalmente as onças que vivem ali no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
Dia seguinte iniciamos com muita organização, primeiro café da manhã, depois desmontar barracas e arrumar as mochilas, para só depois seguir para o rio e nos divertir.
café da manhã compartilhado e farto
Camila estava realmente muito feliz com sua nutella
Eu e Camila em cima da pedra no meio do rio, pscicobloc!
Eu e Camila resolvemos nadar após apreciar a paisagem que nos foi omitida na noite anterior, a partir daí, as melhores imagens com certeza ficarão em nossas memórias e não pudemos registrar, pois fomos subindo o rio pelas corredeiras e sempre chamando os demais a continuar conosco, a cada queda, encontrávamos mais quedas e mais quedas. Foi fantástico! Fizemos hidromassagem nas quedas d'água e nos divertimos sentadas atrás da cortina de água de uma delas. Uma pena não termos levado as máquinas para registrar a beleza desse lugar, mas tenho certeza que os momentos que lá desfrutamos ficarão em nossa memória. Parecíamos crianças, mas infelizmente já estava na hora de voltar ao acampamento, o retorno foi rápido e por isso resolvemos contribuir para a redução de peso nas mochilhas e fizemos mais um almoço compartilhado. A energia estava tão boa e a alegria transbordava por nós. Tive vontade de ficar mais um dia, mas não seria o mesmo sem essa turma.
Então, seguimos mais 1km até onde atravessamos mais uma vez o Rio.
Primeira foto com toda a turma

Travessia do Rio Preto

Olho para traz e a vontade é de ficar 

Seguindo a trilha 
 Após a travessia seguimos mais 3km com certa elevação, cerca de 1150 metros do nível do mar, fizemos os joelhos e panturrilhas trabalharem bem. Até que finalmente chegamos a torre de observação de incêndios, local onde se liga para a pessoa que fará o resgate, no nosso caso chamamos o Dyogo (do hostel) que nos cobrou R$60,00 para os cinco. Ficamos mega felizes com o fim da trilha e com o valor cobrado por ele que demos pulos de alegria. E faltava apenas mais 3 km até o final.
 



Pegada de onça na trilha final

chegando ao final
Ao final da trilha colocamos nossos cartões
Não esqueça de depositar os cartões na caixa para que os gestores do parque saibam que você finalizou a travessia sem maiores problemas. 
OBS: a trilha é bem marcada e sinalizada pelas setas e os postes laranjas.

Ao retornarmos à vila de São Jorge nos maravilhamos com os deliciosos pratos de macarrão e executivos no Restaurante Buriti, do tipo bom e barato. Macarrão tipo Spoleto R$14,00 e prato executivo muito bem servido R$25,00 quem comem tranquilamente três pessoas.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

6º Encontro Capixaba de Escalada - 04 e 05 de agosto

Vem aí o 6º Encontro Capixaba de Escalada que acontecerá nos dias 04 e 05, ou seja, neste próximo fim de semana. O evento será realizado em Pancas, norte do Espírito Santo. E como não poderia ser diferente, estou super ansiosa!

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

04/08 – Sábado

- Durante o dia os escaladores poderão escolher as diversas vias para escalar, além da possibilidade de novas conquistas na cidade e região.
- Trilha guiada:
10h – Caminhada na Pedra do Camelo – com duração de cerca de 6 horas (ida e volta), escalaminhada com grau de dificuldade médio que intercala trechos de costões e mata, até chegar a parte mais alta da montanha de onde se tem uma vista espetacular. Valor: R$20,00, levar anoraque, lanche, água e lanterna. Usar calçado para trilha e calça, pois a trilha possui espinhos e arranha gatos.
- 18h – 20h: Jantar no centro da cidade;
- 20:30 – 21h30: Palestra técnica com Eliseu Frechou;
- 22h – 23h: Sorteio de brindes e Bazar de equipos (novos e usados);
- 18h – 23h: Acontecerá simultaneamente evento para a população local com parede de escalada entre outras atrações, no centro da cidade.


05/08 – Domingo

- As escaladas seguem durante todo o dia;
- 06h – 09h: Café da manhã nos campings;
- 09h – 09h30: Reflorestamento;
- Trilha guiada:
09h30 – Caminhada Córrego do Palmital – grau de dificuldade leve. Segue por trilhas em meio à mata, passando por riachos, cachoeiras e sempre rodeadas pelas grandes montanhas. Valor: R$10,00.
- 10h – 11h30: Workshop de proteções móveis com Eliseu Frechou;
- 12h: Encerramento oficial do evento.


INSCRIÇÕES:

Para realizar sua inscrição até o dia 03 de agosto clique aqui, preencha o formulário, faça o depósito na conta da Associação Capixaba de Escalada (ACE) – Caixa Econômica Federal, Agência: Agência: 2042, Operação: 013, Conta: 130-5 e envie o comprovante para encontro@ace-es.org.br .
Valores: R$65,00* - Incluso na inscrição: 01 pernoite no camping escolhido (conforme disponibilidade) de sábado para domingo, 01 café da manhã, 01 jantar, 01 camisa, croqui, palestra técnica e workshop com Eliseu Frechou, além de seguro pessoal.
OBS: *Os associados da ACE em dia com as mensalidades terão desconto de R$20,00 nas inscrições.


INFORMAÇÕES ADICIONAIS

- A cidade de Pancas está situada na região dos Pontões Capixabas que engloba também o município de Águia Branca no norte capixaba, localizada à 180 km de Vitória. Para chegar siga pela BR 101 norte até João Neiva. Acesse a BR 259 para Colatina. De Colatina à Pancas são 52 km, pela Rodovia do Café – ES 080 e seguindo as placas com destino à Pancas.
- Existem duas áreas de campings disponíveis para os inscritos, ambas com energia elétrica, chuveiro quente e café da manhã. No ato da inscrição é possível fazer a escolha entre o Camping Cantinho do Céu e Camping Stur.
- Para quem optar em pernoitar mais dias, as diárias adicionais ao custo de R$25,00, deverão ser acertadas diretamente com os proprietários dos campings.
- E ainda, para quem não quiser acampar a cidade possui duas outras possibilidades: Pousada Ninho da Águia (27 – 3726-1572/ninhodaaguiapousada2011@hotmail.com) e Hotel Acácia (27 – 3726-1209). Vale lembrar que o valor da inscrição não cobre esse tipo de hospedagem, devendo o próprio participante realizar a reserva e pagamento.
- Quem tiver equipamentos novos e/ou usados poderá levá-los para participar do Bazar de Equipos.


CROQUIS













terça-feira, 29 de maio de 2012

Trip Águia Branca - ES

Capixaba gosta de andar em grupo e não poderia ser diferente nesta aventura. Saímos eu, Sandro Aniceto, Evie Negro e Roney Dunada; juntamente com Karapeba, Giovana Lanes, Zé Márcio e Joyce Wandermurem, com destino as montanhas de Águia Branca no início da noite do último sábado.
Acordamos bem cedo, em São Domingos do Norte, e seguimos para Águia Branca, mais precisamente para o Pontão Médio e a Pedra Bonita, onde as equipes se dividiram para suas aventuras.
A manhã estava com muita cerração o que nos impediu de ver o visual das diversas montanhas da região até por volta das 10h (por isso não tirei foto do Pontão Médio). Chegamos (eu, Sandro, Evie e Dunada) na propriedade do Seu Adimiro Shrieber que nos recebeu com um cafezinho e um bom papo, dali seguimos caminhando e subimos um costão de cerca de 150 metros, com muito mato alto, cansanção e arranha gato, tudo isso na companhia da Totó. Demoramos um pouco para achar o primeiro grampo e logo o Sandro começou a guiar. Tentei ajudá-lo a achar os grampos fazendo a leitura do croqui, que estava bem fiel a linha real da via.
Dando seg e lendo o croqui para o Sandro na cia da Totó. Ao fundo a Pedra Bonita.
Totó no climb
Veja o sorriso da felicidade, kkkk
Sandro escalando a 1ª enfiada e a cerração impedindo visualizar o topo do Pontão Médio.
Totó brincando com a Evie.
Vista da Pedra Bonita, a Via Olhar do Junior fica à esquerda da pedra, onde a equipe Gazela estava iniciando a escalada
Sandro saindo da P1
Dunada chegando na P3
Muitas montanhas, vias e possibilidades
Mais montanhas e o tempo fechando, é hora de partir
Sessão fotos na P4
Cerca de 250 metros de via, fora o costão de 150, aff, estava alto! 
Essa é para minha amiga Andressa Guasti. Dei o sangue nessa escalada, rsrsrs
Já que o tempo fechou e passava das 15h resolvemos descer, fizemos 2 rapéis em diagonal e ainda pegamos uma forte chuva. E para nossa maior surpresa ao chegarmos na base lá estava a Totó fazendo a guarda de nossas mochilas. Tadinha, ainda nos acompanhou na escuridão perdidos no meio do mato, hora acompanhando o Dunada e o Sandro na frente, hora comigo e com a Evie que ficávamos presas nos arranha gatos, hehehe.
Ao chegarmos no carro, mais uma vez o Seu Adimiro e sua esposa foram super receptivos com café, mexerica, água e um bom papo. E ainda, deixaram as portas abertas para acampar e até ficar na casa deles quando voltarmos.
Só tenho a agradecer ao meu parceiro de cordada, Sandro Aniceto, que se dispôs a me levar nesta aventura emocionante e desconfortável, como diria o ele. Valeu Evie e Dunada pela cia. Ah, Dunada, seja bem vindo de volta ao mundo do climb e das barcas furadas.

Croqui da Via Face Oeste do Pontão Médio
Dicas: Comece bem cedo, a via é longa e com muita vegetação que esconde os grampos, porém, se levar o croqui irá observar que ele é bem fiel a via, seguindo-o é possível encontrar todos os grampos. Não existe parada dupla, porém é conveniente levar cordas de 60 metros ou mais, pois assim é possível fazer enfiadas a cada exatos 60 metros.Use muitas fitas longas, de 60 e 120cm. Leve consigo muita disposição e água. 
Boas escaladas e muitos cumes!